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Maio

19h30

Como fazer Futuro Hoje

MODERADOR: GENERAL D

O futuro começou a sua construção (supostamente) com a revolução de Abril. Infelizmente, ao longo das últimas quatro décadas, foi sofrendo sucessivos adiamentos que nos colocam perante a urgência de voltarmos a falar dele.

De forma des­pre­ten­si­osa, mas asser­tiva, que não se com­pa­dece com o que é poli­ti­ca­mente cor­recto, soci­al­mente comun­gado a alta voz, mas que silen­cia o silên­cio que fala. Atra­vés da diver­si­dade das vozes e das expe­ri­ên­cias que as intro­du­zem, pre­ten­de­mos con­vo­car e pro­vo­car um debate per­ma­nen­te­mente adi­ado ou intro­du­zido por outras vozes.

GENERAL D

Nas­ceu em Moçam­bi­que, em 1971. Encon­trou no rap a sua forma de expres­são e, em 1990, orga­ni­zou o pri­meiro fes­ti­val do género em Por­tu­gal, no Incrí­vel Alma­dense, em Almada, ini­ci­a­tiva que con­tou com a par­ti­ci­pa­ção de vários íco­nes da cul­tura urbana por­tu­guesa da época, como os Black Com­pany, os Líde­res da Nova Men­sa­gem, ou os Afri­can Power. Alguns anos depois, Gene­ral D torna-se o pri­meiro rap­per naci­o­nal a assi­nar um con­trato discográfico.


CULTURA E DIVERSIDADE OU COMO DAR VOZ E LUGAR À DIFERENÇA

MANUEL SANTOS

aka Nelo San­tos nas­ceu em Angola, em 1971, e reside em Lis­boa. Formou-se em Soci­o­lo­gia, no ISCTE, e em His­tó­ria, no Ins­ti­tuto Supe­rior de Ciên­cias de Edu­ca­ção da Uni­ver­si­dade Agos­ti­nho Neto e no Cen­tro Uni­ver­si­tá­rio de Ben­guela. Foi jor­na­lista durante quinze anos com inte­resse espe­cial na área cul­tu­ral, na Rádio Morena Comercial-Benguela, Emis­sora Pro­vin­cial de Ben­guela, Rádio Naci­o­nal de Angola, entre outras. Tra­ba­lha com Orga­ni­za­ções Não-Governamentais e está envol­vido em pro­jec­tos soci­ais, aca­dé­mi­cos e culturais.


CIDADE, IDENTIDADE E COMUNIDADE: O GUETO NÃO É UM ACIDENTE

LBC

Rap­per e acti­vista cabo-verdiano, vive na Cova da Moura, Ama­dora, desde 2002. Come­çou a escre­ver as suas pri­mei­ras rimas quando tinha catorze anos. Atra­vés do hip-hop, em que é conhe­cido por L.B.C. Sold­jah (Luta Bu Consegui/Luta Bu Con­quista), tem feito uma lei­tura crí­tica da soci­e­dade e usa o hip-hop como fer­ra­menta para a cons­ci­en­ci­a­li­za­ção e eman­ci­pa­ção. Inte­gra vários gru­pos de artis­tas e acti­vis­tas como Nóz Ki Nási Ómi Ki Ta Móri Ómi e Pla­ta­forma Gueto. Tem dois tra­ba­lhos publi­ca­dos Lágri­mas de San­gue e V2D (Ven­ci­do­riz de difi­cul­da­diz, Des­ti­nadu a vensi).


É POSSÍVEL SER AFROLISBOETA?

JOACINE KATAR

Natu­ral da Guiné-Bissau, tem 32 anos e vive em Lis­boa. É licen­ci­ada em His­tó­ria Moderna e Con­tem­po­râ­nea pelo ISCTE e mes­tre em Estu­dos do Desen­vol­vi­mento. Actu­al­mente, é dou­to­randa em Estu­dos Afri­ca­nos no Ins­ti­tuto Uni­ver­si­tá­rio de Lis­boa. As inves­ti­ga­ções que tem desen­vol­vido abor­dam sobre­tudo ques­tões de rela­ção de género, desen­vol­vi­mento, Estado, polí­tica e poder na Guiné-Bissau. Tem par­ti­ci­pado em pro­jec­tos e ini­ci­a­ti­vas nas mais diver­sas áreas, para­le­la­mente às acti­vi­da­des aca­dé­mi­cas
e de inter­ven­ção sociocultural.

As conferências decorrem em português.