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Maio

21h30

Nástio Mosquito Convida Moço Árabe

Nás­tio Mos­quito nas­ceu no Huambo, Angola, em 1981. Foi jor­na­lista, é artista plás­tico e músico. Naquele que con­si­dera ser o seu pri­meiro álbum, Se eu fosse Ango­lano, apre­senta ao público a sua visão do mundo e de uma Angola plu­ral onde o campo e a cidade se rede­fi­nem, onde a soci­e­dade con­tem­po­râ­nea toma conta da rea­li­dade urbana, ao mesmo tempo que nos rein­ven­ta­mos como nação, como sociedade.

Este tra­ba­lho fala da rela­ção homem-mulher, da rela­ção do homem com o dinheiro e com os mais velhos, e do amor que nutre pelo seu país, ape­sar de todos os desa­fios que enfrenta. Com letras for­tes, a música que faz reúne vários géne­ros musi­cais, den­tre eles o hip-hop, dub, kizomba, kuduro e o rock. Reúnem-se as influên­cias ter­ri­to­ri­ais e ide­o­ló­gi­cas em que os Ango­la­nos vive­ram, por esco­lha ou por força das cir­cuns­tân­cias, num pro­duto ecléc­tico de que não se pode ques­ti­o­nar a ori­gem: é Angola. À voz grave de Mos­quito junta-se, neste con­certo, um pro­jecto de vídeo com tra­ba­lho visual de Vic Pereiró.

Moao-Arabe-1

Moço Árabe é o pro­jecto de Guil­lermo de Llera, artista que se apre­senta como artista mul­ti­dis­ci­pli­nar e etnomusicologista.

Fun­da­dor, bai­xista e voca­lista de Pri­mi­tive Rea­son, usa a música, a escrita e a pin­tura para expres­sar a sua his­tó­ria de vida, muito mar­cada pela migra­ção entre vários paí­ses até Por­tu­gal, onde vive actualmente.

No seu mais recente pro­jecto, Moço Árabe, aborda o tema da des­lo­ca­ção dos Moça­rabe, cris­tãos ibé­ri­cos que viviam sob o governo muçul­mano e que são sím­bolo da pluri-culturalidade e fusão de filo­so­fias. Com música revo­lu­ci­o­ná­ria e moderna, Moço Árabe con­se­gue uma fusão musi­cal entre o que é tra­di­ci­o­nal e o que é inven­ção, e con­sequên­cia da falta de refe­rên­cias cul­tu­rais e do des­lo­ca­mento e migra­ção forçados.