23

Maio

19h30

O Passado no Presente, a Herança do Colonialismo na Sociedade e Cultura Portuguesas

MODERADOR: GENERAL D

Passadas mais de quatro décadas do 25 de Abril de 1974, porque continua a ser fundamental falar do passado colonial?

Será que houve uma ver­da­deira rup­tura com o pas­sado e com todas as suas heran­ças? Qual a razão da manu­ten­ção de mitos e de temas tabu? Existe pater­na­lismo e tute­lismo do outro ou um novo dis­curso com roupa velha?

Com os temas pro­pos­tos pretende-se pro­vo­car a refle­xão sobre o que, como­da­mente, con­ti­nua a aguar­dar um debate urgente.

GENERAL D

Nas­ceu em Moçam­bi­que, em 1971. Encon­trou no rap a sua forma de expres­são e, em 1990, orga­ni­zou o pri­meiro fes­ti­val do género em Por­tu­gal, no Incrí­vel Alma­dense, em Almada, ini­ci­a­tiva que con­tou com a par­ti­ci­pa­ção de vários íco­nes da cul­tura urbana por­tu­guesa da época, como os Black Com­pany, os Líde­res da Nova Men­sa­gem, ou os Afri­can Power. Alguns anos depois, Gene­ral D torna-se o pri­meiro rap­per naci­o­nal a assi­nar um con­trato discográfico.


ÁFRICA E OS AFRICANOS EM PORTUGAL, ENTRE MITOS E REALIDADE

MARIA PAULA MENESES

Natu­ral de Moçam­bi­que, é mes­tre em His­tó­ria pela Uni­ver­si­dade de S. Peters­burgo (Rús­sia) e dou­to­rada em Antro­po­lo­gia pela Uni­ver­si­dade de Rut­gers (E.U.A.). É inves­ti­ga­dora coor­de­na­dora do Cen­tro de Estu­dos Soci­ais da Uni­ver­si­dade de Coim­bra e inte­gra o núcleo de estu­dos sobre Demo­cra­cia, Cida­da­nia e Direito. Lec­ci­ona em vários pro­gra­mas de dou­to­ra­mento do Cen­tro de Estu­dos Soci­ais, sendo co-coordenadora do pro­grama de dou­to­ra­mento em Pós-colonialismos e cida­da­nia glo­bal. Os livros e arti­gos que tem publi­cado em vários paí­ses, bem como os temas de inves­ti­ga­ção, abor­dam ques­tões como o pós-colonialismo, ques­tões jurí­di­cas e pro­ces­sos iden­ti­tá­rios no con­texto africano.


DESCOLONIZAR A HISTÓRIA, UMA URGÊNCIA

ANA PAULA TAVARES

Oriunda de Huila, Angola, é poe­tisa e his­to­ri­a­dora. É mes­tre em Lite­ra­tu­ras Afri­ca­nas de Lín­gua Por­tu­guesa, pela Facul­dade de Letras da Uni­ver­si­dade de Lis­boa. Coor­de­nou o Gabi­nete de Inves­ti­ga­ção do Cen­tro Naci­o­nal de Docu­men­ta­ção His­tó­rica em Luanda. Actu­al­mente é docente na Uni­ver­si­dade Cató­lica e cola­bo­ra­dora da RDP África, onde apre­senta uma cró­nica sema­nal sobre His­tó­ria, Lite­ra­tura e Cul­tura. Inte­grando a Gera­ção de 80 – a novís­sima gera­ção –, é uma das vozes femi­ni­nas ango­la­nas que tem, desde sem­pre, mani­fes­tado uma grande pre­o­cu­pa­ção com a con­di­ção da mulher no seu país.


COMO E PORQUE O RACISMO SOBREVIVEU AO 25 DE ABRIL

SÉRGIO DUNDÃO

Natu­ral de Luanda, é licen­ci­ado e mes­tre em Ciên­cia Polí­tica e Rela­ções Inter­na­ci­o­nais pela Facul­dade de Ciên­cias Soci­ais e Huma­nas da Uni­ver­si­dade Nova, tendo desen­vol­vido a tese Con­flito Armado e Cons­tru­ção do Estado: Uma com­pa­ra­ção entre Angola, Moçam­bi­que e Guiné-Bissau.
Faz parte da Pla­ta­forma Gueto e dedica-se à ques­tões da situ­a­ção social e polí­tica dos negros em Por­tu­gal e da rela­ção do Estado por­tu­guês com estas comu­ni­da­des, as desi­gual­da­des que dela advêm, de que são exem­plo os mora­do­res e cri­an­ças do bairro de Santa Filo­mena, Ama­dora. Actu­al­mente, lec­ci­ona no Ins­ti­tuto Supe­rior de Ciên­cias Soci­ais e Rela­ções Inter­na­ci­o­nais em Angola.

As conferências decorrem em português.