Nástio Mosquito nasceu no Huambo, Angola, em 1981. Foi jornalista, é artista plástico e músico. Naquele que considera ser o seu primeiro álbum, Se eu fosse Angolano, apresenta ao público a sua visão do mundo e de uma Angola plural onde o campo e a cidade se redefinem, onde a sociedade contemporânea toma conta da realidade urbana, ao mesmo tempo que nos reinventamos como nação, como sociedade.
Este trabalho fala da relação homem-mulher, da relação do homem com o dinheiro e com os mais velhos, e do amor que nutre pelo seu país, apesar de todos os desafios que enfrenta. Com letras fortes, a música que faz reúne vários géneros musicais, dentre eles o hip-hop, dub, kizomba, kuduro e o rock. Reúnem-se as influências territoriais e ideológicas em que os Angolanos viveram, por escolha ou por força das circunstâncias, num produto ecléctico de que não se pode questionar a origem: é Angola. À voz grave de Mosquito junta-se, neste concerto, um projecto de vídeo com trabalho visual de Vic Pereiró.
Moço Árabe é o projecto de Guillermo de Llera, artista que se apresenta como artista multidisciplinar e etnomusicologista.
Fundador, baixista e vocalista de Primitive Reason, usa a música, a escrita e a pintura para expressar a sua história de vida, muito marcada pela migração entre vários países até Portugal, onde vive actualmente.
No seu mais recente projecto, Moço Árabe, aborda o tema da deslocação dos Moçarabe, cristãos ibéricos que viviam sob o governo muçulmano e que são símbolo da pluri-culturalidade e fusão de filosofias. Com música revolucionária e moderna, Moço Árabe consegue uma fusão musical entre o que é tradicional e o que é invenção, e consequência da falta de referências culturais e do deslocamento e migração forçados.